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Novelos e Novelas - Du Arte

Novelos e Novelas - Du Arte

30
Mar17

17 03 Negócios de marcenaria

Artur Duarte

Negócios de marcenaria

Estamos interessados em comprar um banco, para juntar ao mobiliário da companhia. Chegámos a pensar mandar fazer um novo, mas aqui o conselho de administração entendeu que era empresa demasiado cara para os fins a que se destina.

Vai daí o nosso departamento de compras fez várias pesquisas e encontrou uma alternativa que nos mereceu a melhor atenção, segundo as minhas fontes fomos contactados por um tal de Serginho Matreiro, que se apresentou como Director de Vendas de Pechinchas da Tugalandia.

Segundo ele o Banco é antigo e sofreu há pouco tempo uma reparação muito grande, retiraram a parte má que estava cheia de caruncho e com a parte boa fizeram um banco, um pouco mais pequeno, que afiançou o vendedor estaria em muito bom estado, bem mociço,  como novo, dizia ele… ficam com o Banco bom!

O preço que pediram pela peça até nem era muito alta, e das conversas que mantivemos com o vendedor ficámos com a nítida sensação, que os homens estavam desesperadíssimos por o vender. Ora isto é precisamente do que gostamos, comprar a desesperados, marralha-se até ao infinito, damos-lhe cabo da paciência e no final conseguimos um preço de amigos.

Vai daí pusemos alguns peritos em marcenaria a estudar o banco e chegámos à conclusão que só pela madeira em que ele estava construído valia a pena o investimento… só que urgia imputar defeitos, o caruncho não tinha sido completamente retirado, o que poderia afectar o resto do material, não ia aguentar com o peso dos cuses que nele queríamos sentar, pelo que seria necessário investir na solidificação da sua estrutura, e os custos de manutenção eram demasiado altos, o que preocupava os actuais proprietários. Isto tudo construído numa cama de verdades reais e alternativas, que ajudaram à conceção de uma narrativa que calçava perfeitamente nas nossas pretensões.

A estratégia passava por dizer que o Banco não valia rigorosamente nada, e se o comprássemos de borla, o vendedor ainda nos teria de agradecer pois lucrava com o facto de deixar de ter os inerentes custos de manutenção (assim a modos como aqueles que tem de inchar pela coleção do Bernardo…), além do mais com o risco do caruncho ter infectado a parte Nova do Banco, era preciso precaver eventuais perdas de lucros, numa venda futura, pelo que exigimos uma pesadona garantia, anti fungos, do vendedor.

Sou honesto caros leitores, nunca esperei que comessem a nossa proposta…, mas depois de muito estrebucharem, chegámos com a preciosa ajuda da nossa querida amiga Margarida Vegetar, da Eurolandia, a este excelente acordo:

- Compramos 75% da peça à borla,

- Prometemos investir na consolidação do móvel,

- Os vendedores ficam com 25%, mas não podem meter o bedelho naquilo que quisermos fazer com o banco,

- Somos nós que determinamos se o banco está em bom estado, se precisa de mais manutenção, se pode ser retalhado, quantos cuses se podem sentar nele, em suma gerimos a coisa como se fosse 100% nossa,

- No caso de querermos reforçar mais a estrutura os otários vão ter que investir na proporção, isto é, pagam, mas continuam a não poder bufar…

- Mas se um dia se tivermos um bom resultado com a sua utilização e o quisermos vender, eles ficam com 25% do produto da venda.

- Se a coisa der para torto têm de pagar na mesma proporção.

Ora digam lá se não dá gosto negociar com os tugaleses?

PS – os nossos respeitosos agradecimentos à concorrência da Eurolandia, pela proteção que presta a pobres investidores como nós.

Luana Estrela

24
Mar17

17 03 A LÓGICA DOS NÚMEROS

Artur Duarte

A LÓGICA DOS NÚMEROS

A Caixa das Esmolas financiou-se em 500 milhões de aéreos pagando uma taxa de juro verdadeiramente pornográfica de 10,75%. Pelos vistos o risco do empréstimo justifica a taxa a pagar, pois, quem comprou estas obrigações pode correr o risco de perder todo o carcanhol.

Esta emissão de obrigações corresponde a uma exigência do BCE, para que o dinheiro a meter pelo Estado nesse banco não entre nas contas do deficit – contabilidade criativa – a divida aumenta, pois, o Estado para injectar a massa vai ter de se financiar, mas como é para a Banca já não conta (pelo menos para já…) para os rácios dos barões das finanças europeias… ideias!

Ideias que têm a ver com a questão ideológica de privilegiar o sector privado, sempre bem gerido, em detrimento do publico, fonte de problemas dada a sua irracionalidade.

Ora acompanhando este aumento de capital está subjacente um forte plano de reestruturação, que prevê o encerramento de muitos balcões do Banco (fala-se em 180) e a inerente dispensa de ‘pessoal (2000, que em parte serão futuramente remunerados pela Segurança Social) …

Quero deixar claro que entendo a necessidade de tais medidas; as novas tecnologias, como a utilização das ATM, da Banca “on line” e o auxilio de meios informáticos para ajuda da tomada de decisões de gestão e na elaboração dos meios de controle e contabilidade, faz descer as necessidades de colaboradores, contra isso batatas.

Agora não percebo e gostaria de entender que se poupem mais ou menos 50 milhões de aéreos com salários e se gastem 58 milhões de aéreos (informação publicada no Público de hoje) em juros, cujos beneficiários são fundos abutre estrangeiros…

Reparem bem 58 milhões de aéreos dá para pagar 14 meses de salários de 1677 colaboradores (23,75% de encargos incluídos) que tivessem um salário base de 2000 aéreos…

Portanto a poupança compreensível, em custos de trabalho, é comida com os juros pornográficos das obrigações, para satisfazer os caprichos da nomenclatura financeira europeia… bem sei que os “Hedge Funds” têm de viver, pagam bons salários e bónus, e são muito abertos à contratação de antigos colaboradores e dirigentes da União Europeia, BCE, etc, etc…

Escusado será dizer que todos os serviços a pagar pelos clientes da Caixa vão ter de aumentar de forma a ajudar a tapar o buraco aberto com estas novas obrigações!

Só mais uma coisa… o financiamento obrigacionista previsto no plano de restruturação prevê um montante de 1000 milhões – portanto vamos a meio da estrada.

Isto são regras europeias, porque escusam de partidarizar a coisa, se o governo fosse doutra cor a história era exatamente a mesma.

Custa compreender, mas com toda a certeza o burro sou eu…  

22
Mar17

17 03 Ainda o Doissepum e a Eurolandia

Artur Duarte

Ainda o Doissepum e a Eurolandia

Não quero perder muito mais do meu latim com a triste figura do Jerumento da Brilhantina, contudo há duas ou três ideias que gostava de partilhar com os meus leitores relativamente a este cavaleiro de tão tristes figuras.

Em primeiro lugar, o Mestre ad-hoc (tentou fazer a formação sem ter de ir às aulas, seguindo o principio de equivalência do facilitador Miquelino Trevas), está numa situação complicada. Levou uma abada nas ultimas legislativas dos Países em Baixo e corre o risco de ficar sem emprego, o que para um homem da sua estirpe é uma nódoa negra no seu ego. Parece que os sociais-democratas holandeses não chegaram a perceber a mensagem de tão eloquente figura e vai daí mandaram-no pela borda fora. Nos dias que correm, a falta de emprego para além do estigma que representa é também um forte rombo no orçamento. Praticamente perdido o tacho no seu país, vê a continuidade na presidência do Eurogrogue a boia de salvação, que lhe permitirá continuar a alimentar não só a vaidosisse do seu imenso ego como passear a brilhantina reluzente do seu penteado nos corredores de Bruxedas; só que para isso, qual puxa saco, será absolutamente necessário reforçar a mensagem de solidariedade perante aqueles que mandam no sistema e lhe mantém o emprego, o Xove-L & Friends.

Não é novidade para ninguém que o Xove-L gosta tanto dos malvados dos tipos do Sul, quanto ele e vai daí, resolver expelir da sua boquinha, uns “sound-bytes” do agrado do chefe.

A coisa poderia ficar por aqui senão fosse a enérgica reação da opinião publica e justo também será dizer dos responsáveis políticos dos países atingidos, onde incluo obviamente o Tono Tostas e o AoGosto de Malhar…

Só que temo que isto fique tudo em águas de bacalhau e tenhamos de aguentar com o indigente até 2018, a figura é suficientemente desbocada e autoconvencida para servir de idiota útil aos chefes.

Finalmente, tiremos o cavalinho da chuva, essa gente não se fica nem se ficará, senão vejamos;

- Depois de aqui na Tugalandia se ter cumprido com os parâmetros que nos deviam livrar do procedimento por deficits excessivos, vêm agora os puristas da TINA (os troicos) ameaçar com sansões por desequilíbrios macroeconómicos excessivos, uma nova figura que tem por objectivo manter a pata sobres as politicas que possam fugir aos regulamentos do Xove-L & Companheiros.

É esta a Eurolandia solidária que vai fermosa e não segura a caminho do abismo!

22
Mar17

17 03 Está desvendado o mistério

Artur Duarte

Está desvendado o mistério.

O Doissepum tinha razão, o dinheiro do resgate para a Tugalandia destinou-se a cobrir os desmandos dos Tugaleses com as mulheres.

Segundo antecipou o Carteiro Matinal, tomando por amostra o Zé Trocas que segundo o insuspeito matutino, alimentava simultaneamente 5 mulheres, ouviram e viram bem CINCO!!! Não é coisa pouca… mas é o que temos!

Ora foi pois baseado nesta insuspeita informação, que o Mestre Doissepum extrapolou os custos dos nosso excessos; tomou o Trocas como exemplo e amostra média de cada tugalês, ora sendo ele macho e havendo aproximadamente 5 milhões de tugaleses na mesma condição de género foi fácil chegar à conclusão que esses 5 milhões tivessem de suportar 25 milhões de mulheres. Chegado aqui o nosso mestre quiçá com a ajuda da Lulu Alvo Queca, atribuiu um custo unitário de 3000 aéreos por mulher, o que multiplicado pelas beneficiárias dá 75.000 milhões, que os contribuintes do Norte tiveram de nos emprestar. Os restantes 3.000 milhões foram de certeza para copos…

21
Mar17

17 03 VAMOS FALAR DE GAJAS E DE COPOS

Artur Duarte

VAMOS FALAR DE GAJAS E DE COPOS

 

Caro Jerumento Dóissepum

Foi com interesse que li a sua entrevista ao periódico alemão “Allgemeine Zeitung”, confesso que por ter sido publicada em Dóitexe tive alguma dificuldade em o entender, aliás melhor dizendo, isso não é de hoje, a minha incompreensão já vem desde o tempo em que anda para aí armado num gajo importante, nunca percebi o seu espirito solidário, o seu risinho de porra com que gozava o pagode, a sua pose de pseudo erudito detentor de toda a verdade, a tal TINA (será uma das mulheres a que se refere?), a sua atitude bajulativa perante o patrão Xove-L, tudo isso confesso que não só feria o meu entendimento, como era motivo de fundadas duvidas relativamente ao posicionamento politico… social democrata? Que coisa mais estranha…

Mas vamos lá ao que interessa, o senhor acha-se no direito de chamar aos tipos do Sul (gente rasca), bêbados e putanheiros, isto em contraposição com os imaculados seres do Norte (onde o senhor se inclui), abstémios e puristas (não mijam fora do penico). Não sei que ganza fumou ou se sofreu alguma picadela antes de proferir tão bombásticas declarações, mas creia-me que fiquei a pensar que ninguém no seu juizinho perfeito poderia traquejar tal pensamento.

Bem sei que quando diz que os malandrecos do Sul gastam dinheiro em mulheres, não estaria a pensar no dinheiro que o senhor seu pai (um gajo do Norte) gastou com a sua mãe (pela sua lógica deverá ter sido assim que a coisa se passou) para que esta pudesse parir um aborto da sua natureza, quiçá teria sido melhor que tivesse poupado o seu precioso dinheirinho. Não o senhor não se refere a mulheres, seres que por vistos não lhe interessam, o senhor quer dizer gajas, como aquelas que os moralistas do seu país exibem nas montras do Red District ;bem sei o que vai dizer-me, essas vacas vagabundas não são holandesas - essas só produzem leite, - são imigrantes, casta mais baixa da sociedade, tão bem tratado(a)s pelos baixos políticos do seu país, mas se elas existem o que penso não conteste, são apenas destinadas ao consumo externo, os tipos dos Países Baixos não se metem nisso, são puristas ou não gostam de gajas, estou para perceber a sua posição. O putedo no seu país destina-se a captar capitais, não será por causa da vossa putice e porque não dizer chulice, que a maioria das grandes empresas tugalesas vos pagam impostos? Isso é que é gastar dinheiro em gajas…

Aliás ainda estou para compreender o seu entendimento quanto à atitude das mulheres do Sul, serão todas lésbicas e alcoólicas? Ou não contam para o seu totobola? Convenhamos que para um social democrata, presidente do Eurogrogue é demasiado redutor!

Quanto a copos é verdade, aqui no Sul produzimos bons copos, alguns deles usados para beber a vossa cervejola, porque de vinho estamos falados, se quiser apanhar uma boa piela dedique-se a beber o nosso (não o bom, mas zurrapa para ver se te dá volta aos intestinos, de forma a que, a caca das suas ideias passem a ser expelidas pelo orifício certo). Por fim uma recomendação, ponha-se ao fresco quanto antes e vá direitinho para uma clinica que o cure dos seus preconceitos e deixe de injectar, fumar ou snifar essas merdas, que só fazem mal à nossa e sua saúde!

21
Mar17

17 03 A DIFICIL PARIDURA

Artur Duarte

A DIFICIL PARIDURA

Avizinham-se a passos (desculpem o pleonasmo, mas é assim que se diz) largos as eleições autárquicas.

Depois de ter feito perder a paciência dos residentes e visitantes de Lismoira, com as suas obras, buracos, tapumes, ruas mal alcatroadas, falta de estacionamento, contributos cobrados pelos diligentes colaboradores da É Mel, parecia estar a tenda devidamente armada para o Nandito Merdinha fosse corrido da presidência, deitando fora o presente que lhe havia sido oferta…dado pelo Tono Tostas… parecia que, para os lados dos apaniguados do Patos Fedelho eram favas contadas (não confundir com a outra Fava, essa pelos vistos era rica…).

Perfilava-se a possibilidade do Petrus Sengana Copos ir a jogo, era uma cara conhecida, bem-falante e embora não gostasse de ir às mesmas missas do Patos Fedelho, servia para reconquistar a cidadela. Só que o Tono Tostas é um espertalhão, e vai daí como é um ser misericordioso resolveu oferecer ao protocandidato a prorrogação do contrato com a Casa Santa em tais condições que o convenceu a não arriscar uma sempre incerta eleição.

Gorada esta hipótese estou certo que se apresentaram dúzias de alternativas, umas melhores que as outras, só que, por isto ou por aquilo nenhuma se confirmou. Quiçá a mais forte e emblemática seria a cândida dura da Lulu Alva Queque, prestigiada financeira da praça, com uma aureola de competente, infelizmente a noção que passa é só a aureola, porque pelo resto a coisa parece que empanca na falta de conhecimentos, só que avaliada pelo Patos e Miquelino das Trevas, ao tempo influente personagem no partido das Laranjas, a coisa passou com a diz tenção de quem não havendo melhor ia servindo os propósitos da companhia. Só que o risco de levar uma abada do Merdinha levou-a a panicar (leia-se ficar em pânico) pelo que, com muita pena do Patos Fedelho gorou-se mais esta alternativa.

Encostado à parede da impossibilidade de encontrar alguém que personificasse o projecto do diabo, em tons laranja, e ficando fora de hipótese qualquer apoio à menina Sonsinha Tristes, que aliás, ultimamente se anda a portar muito mal no recreio, restou-lhe o ombro amigo da Tia Tesa Pedal Codelha, que numa autentica acção kamikaze resolveu aceitar enfrentar o Nandito Merdinha, tendo este o apoio não declarado da Sonsinha Tristes, ávida que está de ultrapassar a tia Tesa pela direita!

 

21
Mar17

17 03 O LIVRO SALVADOR

Artur Duarte

O LIVRO SALVADOR

Naquele tempo estava a Mania Q Vácua a engomar a faixa da comenda acabada de receber do Prof. Martelo, por méritos quiçá desconhecidos do grande e pequeno público, mas seguramente meritórios, pelo menos pelos padrões de avaliação da atribuição aqui pelo burgo desses agraciamentos, quando foi interpelada pelo Anababo Q Vácuo, que sentado à escrivaninha, fazia contas e contas, ainda com a sua VELHA calculadora Texas Instrumentos, adquirida nos tempos da sua passagem pelo “Iu Key”, nos idos anos setenta do seculo passado…;

- Mania, estou a chegar á conclusão que mesmo com a reforma e as pensões que recebemos, o dinheiro está a ficar curto para as nossas precisões. Sabes habituámo-nos a parâmetros de vida nada consentâneos com a humildade das nossas origens de Belisqueime e agora é difícil encaixar todas as despesas nas nossas parcas receitas… Eu bem tinha avisado em tempos, mas não fui compreendido, foi mais um atestado à minha fibra (ose) de presidente, infelizmente!

-  Mas está assim tão mal, Nabinho? - questionou a Mania,

- Está, e sem os conselhos avisados do Zeca Olival da Bosta (o Diabo, para os amigos), não sei como fazer reproduzir as nossas poupanças a taxas decentes…

- Mas não podes contactá-lo? Não será que ele conhece outro Bêpênê, onde possamos encaixar uns cobres…? Ainda no outro dia a Paitricinha me falou nisso, queria ajudar o Monte Zinho, o nosso genro, que passa por algumas dificuldades e não sabia onde multiplicar as poupanças, não será que devias falar com o homem? Ou então o nosso amigo O Pias Lameiro, ele tem bons “conequetes”, não tem?

- Oh, Mulher de Deus e o Diabo, esses agora não servem, estão na lista negra, são uma espécie de “ofechores”, descobertos e agora sem serventia… Têm de estar caladinhos e nós os puros, quanto mais longe deles, melhor…

- Então isso quer dizer que já não podemos ir para a praia da Codelha?

-Podemos, se alguém se tiver de retirar são eles e não nós, os que ficámos do lado certo da História…

- Mas por falar em História porque não vendes mais livros? Porque não dás conferencias como o Turrão Baboso? Sempre ajudava ao orçamento…

- Quanto a conferencias, por estranho que pareça ninguém me quer ouvir, nem de graça quanto mais a pagar… é uma injustiça que fazem a um homem experiente como eu, mas que fazer? E como vou vender mais livros? Será que a seguir às quintas feiras tenho de escrever o que se passou às sextas? Sabes, sendo eu tão “meti-cu-lô-zu” na explanação das minhas considerações, e no rigor quase cientifico com que me dedico à escrita, não sei se terei tempo para outras criações… Poderia escrever um manifesto Anti-Trocas, que te parece?

- Para isso o livro das quintas já serve e é suficiente, trataste-o abaixo de cão três riscos. O que deves é potenciar as vendas deste manifesto… o das quintas. Promove o livro, dá entrevistas, fala sobre o que nele está escrito, deixa antever os pormenores escabrosos que ele contém, mas cita tudo pela rama, pois quando alguém te pedir detalhes, manda-os comprar o livro… assim ajuda-os no cultivo do intelecto (que pretensiosismo!) e sempre ficam a contribuir para o nosso orçamento

- Estou a ver… não sei o que seria de mim sem ti, vou já ligar para o Púdico e a Ré que Te Pariu, e marcar as entrevistas…

Beijou candidamente a mão da Mania e acabou a cantarolar a Tia Anica…

CONSTA QUE DEEPOIS DESTA CONVERSA O ANABABO Q VÁCUO CONSEGUIU QUE O LIVRO QUE ESCREVEU, MAL GRADO A SUA QUESTIONÁVEL QUALIDADE COMEÇOU A VENDER TÂO BEM, QUE JÁ ESTÁ A PENSAR COMPRAR PARA A FAMÍLIA OUTRA ARENA DO MEU.

OBRERVAÇÃO: NÃO É DO NOSSO CONHECIMENTO QUALQUER COLABORAÇÃPO DO GRUPO DA MADALENA NAS VENDAS DA OBRA.

21
Mar17

17 03 A Angelona Merca foi visitar o Trampa

Artur Duarte

A ANGELONA MERCA FOI VISITAR O TRAMPA

Através de um sofisticado processo de espionagem, foi instalado na cabeleira do Danado Trampa, um piolho, designado por “Piojo de Oro”, que, confundindo-se com o tom capilar do portador, emite imagens e sons das audiências de sua Excelência. Segundo as más línguas, o inseto foi implantado pelo Speedy Gonzalez, não sabemos se a mando do governo mexicano, ou se em conluio com o Barraca Ossana. Parte dessas gravações foram disponibilizadas pelo Uíquenikas, tendo eu sido um dos afortunados repórteres que as recebeu…

A visita da D. Angelona não era propriamente uma das actividades mais sexy da presidência do Danado, já que não constava na sua lista de prioridades perder o seu precioso tempo a aturar estafermos, ainda para mais que se julgavam inteligentes, quando poderia desfrutar preciosidades fisicamente favorecidas e intelectualmente niveladas pela sua capacidade. Mas enfim, embora dando publico sinal desse desconforto ao seu conselheiro Esteves Banana, foi por este aconselhado a fazer o sacrifício.

Na presença da senhora D. Merca, ficou logo com a percepção que esta tinha sido tão desfavorecida quanto a Teresinha do Meio pela Deusa da Beleza. Afrodite quando passou por elas, quiçá por força da sua ascendência helénica, deve-lhes ter rogado uma praga de tal ordem que as senhoras ficaram sem ponta por onde o Trampa lhes pegasse, logo ele, um especialista nas pegas à traição… A Europa não é apenas no seu douto conceito um território envelhecido, é também um continente “ugly”, pelo menos a julgar pelas amostras…

Recebeu-a friamente, e claramente evitou intimidades que lhe pudessem acarretar mal-entendidos para a sua reputação de macho…

- Pois muito bem Angelona, trouxeste contigo o frio e a neve… essas vossas manias de protegerem o clima, só ajuda os chineses, “No Good”! E depois não têm dinheiro para se defenderem… A segurança é a essência do meu mundo, como me explicou, o meu conselheiro Esteva Banana. Mas olha eu soube que tu és de Berlim, e como sei que vocês por lá eram especialistas em construir muros, bonitos… gostava que me fornecesses os projectos para o meu genro estudar… sabes vamos fazer um na fronteira com os violadores e quero que a coisa fique “terrific”…, digna de Danado Trampa!

- Caro Danado, nós na Teutalandia já nos deixamos disso há uns bons anos… gostamos mais de pontes, os muros estão fora de moda!

- Ya… mas pontes “No Good” deixam passar os musselimes… “No Good”! Tu é que és basicamente uma besta… disseram-me que deste a mão aos refugiados! Não sabes onde te meteste. Eu sou muito mais “Smart” vou-os por todos a andar daqui para fora. A América vais ser “Greite Aguéne”!

- Huuum, grunhiu bastante incomodada a Angelona…

- Mas vamos a “bizenesses”… tu vestes mal pra burro, minha querida, esses fatinhos são tão fora de fashion que acho que deves pedir à minha filha, a I Banca, produtora de moda, que  trate de te mudar o “luque”, sabes ela por um valor simpático pode melhorar a tua aparência, e assim pode ser que voltes aqui aos Setaites, senão aconselho-te a manteres-te ao largo… olhe, olhe para mim, mais velho que a menina e veja que lindo que sou!

Posto isto, depois de ajeitar a cabeleira quase fazendo cair o piolho, tentou aproximar-se da interlocutora que prontamente se afastou…

- Por isso veja lá se arranja forma de franchisar o conceito da minha I Banca, pois temos de baixar o deficit comercial com a Teutalandia, e ela por aqui com o boicote da escumalha da Hilariante está a perder mercado… mas há mais, com o dinheiro que nos devem ainda vão ter de construir no vosso país pelo menos 5 torres de trampa, com royalties a reverter aqui para o Danado… Senão não, vai acontecer aos vossos popós o mesmo que aos mexicanos, ficam atrás do muro.

- Mas Danado isso não é possível… temos de separar os negócios privados dos do Estado…

- Impossível. Estás a dizer ao Danado Trampa que isso é impossível? Põe-te a correr se ainda puderes, e o traseiro to permitir… e não apareças cá mais, seu estafermo!

Na presença da imprensa para salvar as aparências a Angelona ainda tentou dar, ainda com alguma relutância, um passou bem, ao Trampa, mas este bem-educado como é fez beicinho e virou as costas…

 

10
Mar17

17 03 A Caixa das Esmolas teve prejuízos estratosfericos

Artur Duarte

A Caixa das Esmolas teve prejuízos estratosfericos

Capitalização insuficiente e interferências na gestão. Foram estas as duas acusações que o ex-administrador da Caixa Geral de Depósitos António Nogueira Leite deixou ontem na sua audição na Comissão Parlamentar de inquérito criada para avaliar os últimos anos da gestão do banco público.

Nogueira Leite explicou que abandonou a gestão da Caixa por considerar insuficiente o aumento de capital realizado em 2012. “Não posso explicar por que razões o aumento de capital teve a dimensão que teve, mas inviabilizava a possibilidade de o banco ter resultados positivos”, afirmou o gestor. “A única coisa que o Governo nos dizia era: «aguentem o barco. E, se possível, mantenham o crédito às empresas» (…) Não havia um grande plano estratégico” acrescentou o economista.

Nogueira Leite acusou ainda o governo de Passos de interferência direta na gestão do banco público. Relatou que “houve indicações do accionista” na venda da Cimpor à empresa brasileira Camargo Correa. Conta Nogueira Leite que António Borges, então conselheiro especial do governo para as privatizações, deu indicação para a “venda irrevogável” da posição que a CGD detinha na Cimpor. “Dissemos que nunca o faríamos e foi uma discussão difícil”, acrescentou…”

Isto vem a propósito dos estratosféricos resultados da Caixa publicados hoje. Como facilmente se compreenderá o problema não é de agora e a vontade politica para o solucionar no tempo do governo do Patos & Postas, não era nenhuma. O objetivo declarado era proceder a mais uma venda matreira de um activo do Estado, depois de necessariamente depurado de alguns activos importantes que não calçavam na estratégia do falecido Tom Borras (o homem dourado da Saque-se), para quem tudo o que pertencesse ao Estado tinha de ser vendido, de preferência a amigos e ao preço da uva mijona.

Ainda recordo aquele puxão de orelhas publico do Patos Fedelho ao pobre do Matas (presidente anterior ao Minguinhos), por a Caixa das Esmolas não devolver os Cócós ao governo (parece que na altura não tinham já caca suficiente para se atolarem)!

Este período da nossa História ainda está muito mal contado e penso que a crucificação do Governador Costas Largas só contribui para atirar poeira que esconde os principais responsáveis deste descalabro.

Finalmente percebe-se a estratégia da actual administração da Caixa, é preferível pôr a lixarada toda cá fora e começar limpinho, do que tapar o sol com uma peneira para não assustar os Santos Mercados, como foi feito anteriormente.

10
Mar17

17 03 O Rói Bitoque foi jogar a Doutromundo

Artur Duarte

O Rói Bitoque foi jogar a Doutromundo

Depois da encharcadela que levou aqui nas Luzes, o Roi Bitoque foi para Doutromundo cagadinho de medo. Acho que só a atmosfera do Estádio do Vesta Fala, já lhe fazia tremer não só as pernas, mas o corpo todo.

Vai daí entendeu ser melhor para salvaguardar os efeitos de uma borrasca previsível, recorrer a um Almeidinha, figura sempre disponível a varrer o lixo que eventualmente o comportamento turbulento dos teutónicos pudesse gerar. Só que em poucos minutos os amarelos do Doutromundo fizeram estragos, e muito embora a equipa de jardineiros do Roi Bitoque ainda aguentasse as coisas durante uma hora, um inesperado tornado de dois minutos deitou tudo a perder. Nem as preces ao São Hélder São resultaram, as coisas contrariamente ao que aconteceu aqui em Lismoira não estavam para milagres, consta que, pelo que disse a Tia Dora, o Sentino e o Tostas gastaram a quota atribuída para a Tugalandia, na sua acção para controlar o deficit, e vai daí os teutónicos chateados não estiveram para contemplações e mandaram-nos para fora do Euro, futebol.

É triste, mas é a sacro santa verdade!

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