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Novelos e Novelas - Du Arte

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07
Mar17

17 01 Reflexões em Dói Maior sobre o Néo Bank - Parte II

Artur Duarte

REFLEXOES EM DOI MAIOR SOBRE O NÉO BANCO – PARTE 2

 Depois da bomba e escandaleira subsequente o Vito Benedito que não concordou com a resolução que deram ao problema, resolveu demitir-se.

Como não havia jogadores na Tugalandia capazes de assumir tão árdua tarefa decidiram os “adevaiseres” do Káca Costas Largas, contratar um ponta de lança na Inglandia, de seu nome Se-Toque de Unha, adjunto do moirinho dos bancos o Corta O Nório.

Era suposto que com tal contratação o Banco Bom depressa iria passar a Banco Maravilha – consta até que já tinham uma agencia de comunicação a alterar a imagem do novo banco. Só que o homem correspondeu tanto às expectativas quanto o Marcobico o está a fazer no Suporte, pelo que de maravilha tornou-se rapidamente em Banco Cócó (por influencia do nome dos financiamentos troiquianos). Mesmo assim o Káca Costas Largas tentou a venda da entidade, só que no final a coisa correu mal, parece que os concorrentes davam poucochinho (Calma! - o Tostas ainda não era primeiro ministro), muito embora o Rendas esse brilhante banqueiro dissesse na altura ao Expesso:

“João Rendeiro, ex-presidente do extinto BPP, analisou o perfil dos candidatos, fez as contas e não tem dúvidas: será um dos três concorrentes chineses (Fosun,Angang Insurance ou Bank of China) a comprar o Novo Banco (NB), pagando pelo menos 5,2 mil milhões de euros.

Sem herdar "o risco de litigância que ficará no BES, ou seja no Estado português"”

Era bom não era oh Rendas? Tu a fazer contas és o máximo!

Entretanto a competente Lulu Alvoqueca afirmou que os riscos de litigância deveriam ficar com o novo dono. Mulher de coragem!

Só que como disse na altura o Lupo Xi Vier ao mesmo Espesso:

"monumental litigância" afastará os candidatados mais sensatos e credíveis.  Sem a proteção contra futuros processos judiciais, "o preço do NB cairá a pique" e na corrida ficarão candidatos desesperados "que aceitem um risco de litigância que perdurará por 10 ou 15 anos". 

Infelizmente a profecia do Lupo Xi Vier veio a concretizar-se, pelo que o Banco do Costas Largas recusou todas as prospostas… estávamos em ano de eleições e convinha manter a narrativa de que esta operação iria custar zero aos contribuintes.

O preço à luz dos dias de hoje até não era mau de todo:

A venda do Novo Banco “está na reta final”, sendo 3,5 mil milhões de euros o preço que serve de base à negociação em curso entre o Banco de Portugal e a Anbang, avança o Diário Económico (18/8/2015)…

“a proposta da Anbang contempla um reforço de capital de até mil milhões de euros”, declara o jornal.

O valor investido será, assim, superior aos 4,2 mil milhões já noticiados. Caso tenha de realizar um aumento de capital superior ao previsto, a Anbang “pretende obter um desconto no preço de 3,5 mil milhões de euros”.

Em resumo a proposta tinha alguns pontos negativos, mas não era mau de toda, o Banco Maravilha, em princípio, só daria mais 1,4 mil milhões de prejuízo, como diria o mestre da táctica, pinotes!

Entretanto nesta brincadeira em despesas de assessoria financeira queimaram-se 6 milhões e para advogados lá foram mais 3,7, não foi mau…

Só que havia umas eleições para ganhar e qualquer prejuízo anunciado no regresso das férias era o diabo! Daí que ficasse tudo em “augas de bacalhau”.

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